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Osvaldo Negrini Neto – Perito Criminal

A série americana de TV que conta histórias sobre as Ciências Forenses tem despertado o interesse e a curiosidade de milhares de pessoas.

Com enredos bem desenvolvidos, suspense na medida certa e grande dose de procedimentos científicos nas investigações criminais, a série mostra como as ciências exatas e biológicas podem colaborar na descoberta de criminosos.

A pergunta que fica é: tudo aquilo é mesmo verdade?

Para responder, vamos analisar casos reais, ocorridos aqui mesmo, em São Paulo, onde técnicas avançadas e de primeiro mundo foram utilizadas.

São inúmeros os casos. Por ora, vamos nos ater a um fato algo insólito: a explosão de uma bomba em um avião, que acarretou a morte de uma pessoa.

Sem entrar em maiores detalhes e omitindo datas e nomes, a história começou com uma misteriosa explosão num avião em pleno vôo, causando um rombo na fuselagem e expelindo uma pessoa pelo buraco, de uma altura de 2400 metros.

A tragédia só não foi maior porque o avião voava a baixa altitude.

As investigações iniciais sugeriam um acidente, causado por tubo de oxigênio, hipótese que logo foi rejeitada.

A suspeita convergiu, então, para uma pessoa que teria colocado uma bomba caseira na aeronave, por motivos totalmente desconhecidos.

Foi então que os peritos criminais do Instituto de Criminalística (IC) começaram suas análises.

Estudo feito dentro do avião deu idéia precisa do poder da bomba pelo grau de destruição.

Também a posição em que se encontrava o artefato foi definida pela propagação das ondas destrutivas.

Mas o mais importante foi a coleta de pequenas partes destruídas que receberam o impacto da bomba.

Os peritos de laboratório, então, trabalharam incansavelmente para definir a origem dos resíduos aderidos a estas partes, que traziam o segredo sobre a composição da bomba.

Inicialmente, exames realizados em microscópio eletrônico de varredura definiram que a bomba foi acionada por um detonador.

O detonador é um explosivo de alta potência que inicia a explosão de outro, assim como a espoleta de uma munição de arma de fogo. Com esta descoberta, passou-se a buscar resíduos da bomba propriamente dita, e eles logo apareceram.

Exames químicos no laboratório do IC revelaram que a bomba era composta por nitrato de amônia, um conhecido explosivo de alto poder, usado em pedreiras e na construção civil como rompedor.

Em seguida, um pouco de sorte definiu completamente a bomba: foi recuperado um pequeno fragmento de tubo, na forma de canudo, com pouco mais de 2 centímetros, que continha em seu interior explosivo ainda intacto composto de estifinato de chumbo e...nitrato de amônia!

Isto encerrou o caso.

Se este episódio passasse no CSI, as pessoas poderiam perguntar: será verdade?

Pois é verdade.

2008-10-22

11:11:31







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